Em Agosto do ano passado, Pedro Mota Soares, recém-empossado ministro da Solidariedade e da Segurança Social, apresentou ao país um vasto conjunto de medidas de âmbito social a que deu o nome de Plano de Emergência Social (PES), para, segundo disse, “ encontrar respostas para que os mais fracos e desprotegidos não fiquem para trás.”
Deu-se assim início a uma das mais vergonhosas campanhas de caridade alguma vez praticada por um governo em democracia, já que a sua filosofia tem como objectivo primordial estigmatizar a pobreza através da criação de um conjunto de mecanismos burocráticos e persecutórios com o intuito de diabolizar as pessoas pelo simples facto de se encontrarem em situações de vulnerabilidade económica.